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Tether investe 100 milhões de dólares em banco dos EUA

A Tether Investments, que é a parte responsável pela alocação de capital da maior empresa de criptomoedas do mundo, anunciou um investimento de US$ 100 milhões no Anchorage Digital. Essa movimentação é bastante significativa, principalmente porque o Anchorage é a única instituição no país com uma licença federal para operar como banco de ativos digitais.

Esse aporte não é apenas uma questão financeira; ele mostra o compromisso da Tether com a conformidade regulatória nos Estados Unidos. O Anchorage Digital Bank N.A. é uma peça chave na nova estratégia da Tether, já que é o emissor do recém-lançado USAT, uma nova moeda que foi criada para atender às novas regras da Lei GENIUS americana.

Com essa nova fase, a Tether não fica só como parceira comercial. Agora, se torna parte integrante de uma estrutura bancária que é auditada e supervisionada por reguladores federais. É um passo importante para reafirmar sua posição no mercado de criptomoedas.

Busca por legitimidade e segurança jurídica

De acordo com o que foi divulgado, esse investimento vai além do aspecto financeiro; ele reflete uma estratégia mais ampla. A Tether, que tem enfrentado críticas sobre sua transparência, usa seus lucros — gerados a partir das reservas em títulos do Tesouro dos EUA — para apoiar empresas que atuam na interface entre a inovação blockchain e a segurança jurídica tradicional.

Paolo Ardoino, CEO da Tether, ressaltou que o objetivo é desafiar o que já existe no mercado, construindo uma infraestrutura global forte e resiliente. Ele acredita que o Anchorage estabeleceu um “alto padrão” para serviços institucionais, operando exatamente onde a tecnologia se encontra com a regulação.

Esse suporte é fundamental para que grandes empresas e até setores públicos possam interagir com ativos digitais sem o receio de problemas de conformidade. Para o Anchorage Digital, receber um investimento desse porte da empresa mais líquida do setor é uma validação expressiva de seu modelo de negócios conservador. Nathan McCauley, cofundador do banco, mencionou que eles escolheram o “caminho difícil” ao buscar regulação desde o início, acreditando que os ativos digitais só conseguirão escalar de forma significativa através de bases seguras.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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